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Atibaia para além do Morango

Atibaia não é mais apenas somente a terra do morango. A cidade que está a cerca de 65 km de São Paulo vive, em 2026, uma transformação silenciosa, porém estrutural: enquanto as chuvas de setembro destruíam até 80% da colheita da fruta que lhe deu fama nacional, a Vila Rota 51 chegava como um projeto de turismo rural de bem-estar reunindo 27 atrações no Bairro do Portão, estando dentro de um mercado global que gira em torno de US$ 876 bilhões, mostrando que a cidade precisa aprender a não depender de uma única vocação.

O turismo, muitas vezes tratado apenas como agenda de eventos, pode ser um dos motores dessa transformação. E é esse olhar que entrega estratégia além de simples eventos faz com que o 10º Festival Gastronômico, a 44ª edição da Festa de Flores e Morangos, a construção de um roteiro de cerveja artesanal e o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais componham um ecossistema em que agricultura, turismo e conservação ambiental se alimentam mutuamente. E produzam resultados econômicos para a cidade.

Esse movimento também atrai novos moradores e veranistas. No mercado imobiliário, Atibaia continua crescendo e recebendo projetos de condomínios-parque, confirmando o movimento de subida do metro quadrado em 0,3% em setembro, em uma a cidade que já acumula mais de 3.200 imóveis à venda. A cidade que atrai quem deseja mais qualidade de vida, sem abrir mão da proximidade com São Paulo, pressiona, ao mesmo tempo, por melhoria na infraestrutura e alerta para a necessidade de um planejamento urbano inteligente.

O desafio de Atibaia é o desafio de toda cidade média brasileira com vocação turística: crescer sem se destruir. É preciso conciliar expansão, identidade local, bem-estar, sustentabilidade e diversidade cultural, tanto para quem chega quanto para quem já vive aqui. Atibaia chega ao fim de 2026 diante de escolhas que podem definir seu futuro. A cidade, chega ao fim de 2026 diante de seu futuro. Sem planejamento, corre o risco de ser engolida pela especulação imobiliária e pela falta de governança. Com visão estratégica, pode transformar o impulso econômico em motor de crescimento sem deixar de lado o perfil de cidade que a tornou tão desejada.

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