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Animal silvestre apareceu na cidade?

Veja o que fazer e o que evitar em uma cidade cercada por áreas verdes, encontros com animais como cachorro-do-mato, veado-catingueiro e até onça-parda podem acontecer. A regra é simples: observar de longe e não interferir.

Quem vive em Atibaia já está acostumado com a presença da natureza ao redor da cidade. Mas, eventualmente, ela também aparece onde menos se espera: em ruas, quintais, terrenos e outras áreas urbanas. Com cerca de um terço do território coberto por vegetação nativa e a proximidade de áreas como o Parque Estadual do Itapetinga e a Pedra Grande, a circulação de animais silvestres pela região não é algo fora do comum.

Cachorro-do-mato, veado-catingueiro, lobo-guará e onça-parda estão entre as espécies encontradas na região. Quando um deles surge em uma área urbana, a primeira reação pode ser de curiosidade. O problema começa quando a tentativa de ajudar vira aproximação, perseguição ou tentativa de captura.

A orientação é manter distância e deixar o animal seguir seu caminho. Não ofereça comida, não tente tocar, cercar ou transportar o animal e mantenha cães e gatos afastados. Se estiver a pé, afaste-se calmamente, sem correr, gritar ou fazer movimentos bruscos. Dentro de um carro, o mais seguro é permanecer no veículo e não tentar acompanhar o animal.

Viu um animal silvestre?

Se houver necessidade de atendimento ou orientação, é possível acionar a Linha Verde do Ibama, pelo 0800 61 8080, ou, em situações de emergência, a Polícia Militar Ambiental, pelo 190. Ao fazer o contato, informe o endereço ou ponto de referência e, se conseguir observar à distância, diga se o animal parece ferido, desorientado ou com dificuldade para se movimentar.

Uma foto ou vídeo feito de longe também pode ajudar na identificação da situação, mas não vale a pena se aproximar para conseguir uma imagem melhor.

Na maioria das vezes, o melhor “resgate” é justamente não tentar resgatar. Manter distância, não alimentar e não interferir reduz o risco de acidentes e dá ao animal a chance de deixar o local por conta própria. Afinal, quando a cidade encontra a floresta, nem sempre é preciso fazer alguma coisa — às vezes, o mais responsável é simplesmente abrir caminho.

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