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A história que ainda precisa ser escrita aqui

Crescer não significa, necessariamente, desenvolver-se. Atibaia detém esse desafio. Não pelo fato de querer, mas muito pelo desafio que passou a contar. A população aumentou, novos empreendimentos chegaram e a cidade consolidou sua posição como destino turístico e residencial. Contudo, indicadores econômicos revelam um obstáculo comum em municípios em forte expansão: como transformar crescimento demográfico em algo sustentável?

Boa parte dos empreendedores locais permanece na condição de microempreendedor individual. A oportunidade que se pensa nem sempre encontra amparo na mesma realidade dos fatos. O cenário que poderia demonstrar dinamismo também evidencia barreiras de acesso ao crédito, gestão, inovação e capacitação. O resultado é, senão, uma economia pulverizada, com menor capacidade de criar empregos qualificados e ampliar a arrecadação sem aumentar a carga tributária. Investimentos existem, mas precisam ser ainda mais estratégicos nesse cenário.

A mão-de-obra que poderia ser abundante é rara. Empreender traz lições e ilusões, mas permite escolhas. Quem busca algo melhor sai da cidade. Formar capital humano é raro. O mercado que demanda profissionais preparados para tecnologia, indústria, logística, serviços especializados e economia criativa atraem em outros polos. Sem uma conexão consistente entre educação, setor produtivo e inovação, muitos jovens acabam buscando oportunidades em outros centros. A potência se esvai. O comércio não evolui em proporção.

Atibaia, apesar de sua localização estratégica, qualidade ambiental e tradição empreendedora, enfrenta o diferencial competitivo. Essa realidade, entretanto, dependerá menos de fatores naturais e mais da capacidade de planejar as próximas décadas desde já. Cidades que prosperam são aquelas que investiram em conhecimento, abrigaram grandes universidades, fortaleceram empresas locais e criaram condições para que pequenos negócios pudessem evoluir mesmo à base de empresas maiores que se instalaram em virtude do ciclo virtuoso do desenvolvimento. A pergunta deixada pela história permanece atual: continuar crescendo será suficiente ou chegou o momento de transformar crescimento em desenvolvimento?

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